Tag Archive: biologia




“Por que sentimos sono depois do almoço?”

Ciência:
Biologia

Nível: básico

Depois do almoço, principalmente quando comemos bastante, sentimos uma sonolência inexplicável. Por que nosso corpo reage dessa maneira, se acabamos ingerindo alimentos que nos trazem energia?

Quando comemos, um processo acontece dentro de nosso corpo, o processo da digestão. Parte dele é um processo químico que acaba por aumentar o bicarbonato no nosso sangue, motivo pela qual sentimos sono.

Assim que a digestão se inicia, o estômago captura água e gás carbônico para formar o ácido carbônico que, ao reagir com o ácido clorídrico, dá origem ao ácido gástrico

Da reação entre os ácidos, sobra uma substância chamada bicabornato, que é absorvida pelo sangue e o torna mais ácido. Quando o sangue alcalinizado irriga o sistema nervoso central, provoca a diminuição da atividade das regiões responsáveis pela vígilia e pela concentração muscular

Quando o sangue alcalino circula pelo cérebro, causa sonolência. É o que chamamos de maré alcalina do sangue. Por isso, quando comemos comida muito gordurosa (mais difícil de digerir) ou ingerimos líquido após o almoço (que dilui o suco gástrico), temos mais sono, porque nos dois casos é necessário maior síntese de HCl no estômago, portanto, mais HCO3- no sangue

 

O que é ácido gástrico?

Ácido gástrico é o ácido hidroclorídrico presente no suco gástrico. É produzido pelas células parietais, estimuladas pela presença do hormônio gastrina.

 

Por que o suco gástrico não digere o estômago?

O órgão possui células que o recobrem internamente e produzem muco, uma forração gelatinosa. Ela funciona como um escudo para inibir a autodigestão porque protege as paredes do estômago das pepsinas (uma enzima) e do ácido clorídrico, principais substâncias do suco gástrico. Por ser alcalino, o muco neutraliza o ácido clorídrico, um potente corrosivo.

As pepsinas, que precisam de um meio ácido para trabalhar, também não conseguem atingir a parede do órgão. Mas quando alguém está estressado, o organismo pode aumentar a concentração de ácido clorídrico ou bloquear a produção do muco, provocando a formação das úlcera pépticas.

 

Fontes:

http://br.answers.yahoo.com/question/index?qid=20060822065213AAIg4AQ
http://br.answers.yahoo.com/question/index?qid=20070403213917AAkQHvD
http://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%81cido_g%C3%A1strico
http://super.abril.com.br/superarquivo/1996/conteudo_115309.shtml


“Dores no frio.”

Ciência: Biologia
Nível: básico

Por que, quando está frio, sentimos algumas dores no corpo, principalmente se já tivemos uma fratura? Essa pergunta me foi feita no começo da semana, e heis aqui a resposta.

Quando a temperatura cai, quem tem dores crônicas costuma relatar que a intensidade aumenta. O fato é que, no frio, as terminações nervosas tornam-se bem mais sensíveis. “Quem sofre de dores nevrálgicas, aquelas associadas a lesões nos nervos periféricos, deve evitar a exposição às baixas temperaturas”, exemplifica a fisioterapeuta Fabíola Andrade, do Instituto Patrícia Lacombe, com sede em Campinas – São Paulo

Até quem não tem problemas de saúde, pode apresentar dores no inverno. “Ficar encolhido, na tentativa de fugir do frio, gera tensão muscular, contraturas e conseqüente mal-estar”, explica. A curiosidade fica por conta das pessoas mais magras reclamarem mais desse tipo de dor. A gordura corporal funciona como um isolante térmico, uma espécie de ‘casaco natural’. Assim, o indivíduo que se encontra dentro ou abaixo do peso ideal sente mais o frio e seus efeitos.

Entre as alterações relacionadas ao aumento das dores na temporada está a constrição vascular, que é o estreitamento dos vasos sanguíneos. “Quem tem problemas circulatórios pode se queixar de incômodo nas pernas, por exemplo”, afirma a fisioterapeuta

O antídoto para a maior parte das queixas está no alinhamento postural, que ajuda a prevenir as dores, fazendo com que os músculos possam funcionar de forma adequada, prevenindo assim o excesso de tensão no corpo. “Além disso, é importante o uso de roupas adequadas à temperatura e, a prática de atividade física regular”, completa Fabíola

 

Fontes:

http://blog.newsfree.com.br/2008/07/12/dores-de-frio/

Texto retirado na íntegra



“Um grande passo na direção da cura do câncer.”

Ciência:
Biologia

Nível: intermediário

Cura do câncer?

Ontem, dia 25 de março, cientistas da Universidade de Oxford conseguiram “domesticar” um virus para que ele ataque e destrua as células cancerígenas mas mantenham as as células saudáveis intactas.

Moléculas MicroRNA regulam a estabilidade de mRNA em diferentes tipos de células, e este recém-entendido mecanismo prevê a possibilidade de preparar um vírus para células específicas de inativação. Cientistas da Universidade de Oxford, Reino Unido, com o apoio de colegas na Vrije Universiteit Amsterdam, relatam que esta abordagem pode ser usada para regular a proliferação do adenovírus.

Adenovírus é um vírus DNA amplamente utilizados na terapia, mas que provoca doença hepática em ratos. O professor Len Seymour e seus colegas descobriram que a introdução de sites em genoma do vírus que são reconhecidos por MicroRNA 122 hepático leva a degradação do mRNA viral, diminuindo assim o vírus da “capacidade de prejudicar o fígado, embora mantendo a sua capacidade de matar células com tumor.

“Esta abordagem é surpreendentemente eficaz e muito versátil. Poderá encontrar uma vasta gama de aplicações no controle da atividade do vírus terapêutico, tanto para o câncer de investigação e também para uma nova geração de máquinas de vacinas”, diz o professor Seymour.

 

Fontes:

http://www.sciencedaily.com/releases/2009/05/090522081217.htm

Dolly



“Em 1997, a clonagem foi revolucioada.”

Ciência:
Biologia

Nível: intermediário

Em 1997, a clonagem foi revolucionada quando Ian Wilmut e seus colegas do Instituto
Roslin em Edinburgo, Escócia, clonaram com sucesso uma ovelha chamada Dolly. Dolly
foi o primeiro mamífero clonado.

Wilmut e seus colegas transplantaram um núcleo de uma célula de glândula mamária
de uma ovelha Finn Dorsett no ovo desnucleado de uma ovelha Blackface escocesa.
A combinação núcleo-ovo foi estimulada com eletricidade para fundi-los e estimular
a divisão celular. A nova célula se dividiu e foi colocada no útero de uma ovelha
Blackface para se desenvolver. Dolly nasceu meses depois.

Dolly provou ser geneticamente idêntica às células mamárias Finn Dorsett e não à
ovelha Blackface, o que demonstrou claramente que era um clone bem-sucedido (foram
feitas 276 tentativas antes de dar certo o experimento). Dolly depois disso cresceu
e reproduziu várias proles próprias através de meios sexuados normais. Portanto,
a Dolly é um clone viável e saudável.

Desde a Dolly, diversos laboratórios universitários e empresas empregaram várias
modificações da técnica de transferência nuclear para produzir mamíferos clonados,
inclusive vacas, porcos, macacos, camundongos e Noé.

Por que clonar?

A principal razão de clonar plantas ou animais é produzir em massa organismos com
as qualidades desejadas, como uma premiada orquídea ou um animal fruto de engenharia
genética. As ovelhas, por exemplo, foram alteradas geneticamente para produzir insulina
humana. Se tivéssemos de recorrer apenas à reprodução sexuada (cruzamento) para
produzir em massa esses animais, correríamos o risco de atenuar as características
desejadas porque a reprodução sexuada reembaralha o baralho genético.

Outras razões para a clonagem podem incluir a substituição de animais de estimação
perdidos ou falecidos e repopular espécies ameaçadas ou até extintas. Independente
da razão, as novas tecnologias de clonagem geraram muitos debates éticos entre os
cientistas, políticos e público em geral. Vários governos já consideraram ou promulgaram
leis para diminuir, limitar ou banir completamente os experimentos com clonagem.
É claro que a clonagem fará parte das nossas vidas no futuro, mas os rumos dessa
tecnologia ainda não foram determinados.

 

Fontes:

http://ciencia.hsw.uol.com.br/clonagem.htm



“A epidemia que está se alastrando é perigosa, cuidado com a gripe suína pois ainda não há cura.”

Ciência:
Biologia

Nível: básico

Gripe suína

A gripe suína é uma doença contagiosa causada por um vírus, e devido à sua mutação ainda não existe cura. Ela pode ser transmitida pela tosse, espirro ou secreções respiratórias de pessoas contaminadas. Não há contaminação pelo consumo de carne suína, porque o calor usado para preparar o alimento mata o vírus.

Países como os Estados Unidos e o México foram fortemente afetados pelo vírus na últuma semana e a epidemia têm se alastrado. Ainda não foram registrados casos no Brasil, mas não custa se prevenir.

É difícil diagnosticar a gripe pois ela apresenta os mesmos sintomas de uma gripe comum: febre, dores musculares, dor de cabeça e tosse. Parte das pessoas que foram contamindas com o vírus no México tiveram diarréia, isso não é muito comum na gripe.

“Coincidentemente, está se iniciando nesta semana uma campanha nacional de vacinação que não vai proteger contra esse tipo de gripe suína, mas isso não é o mais importante neste momento. Essa vacina vai proteger contra várias outras formas de gripe de vírus que estão circulando pelo mundo e que têm mais chances de acontecer agora. As pessoas, portanto, devem continuar o seu planejamento de vacinação”, aconselha o infectologista.

Segundo Jessé Reis Alves, assessor médico do serviço de Vacinação e da Consulta do Viajante do Fleury, viajantes que acabam de retornar dos países em que foram registrados casos da gripe suína devem ficar atentos à sua saúde. “Caso apresente febre e outros sintomas gripais, esse indivíduo deverá procurar imediatamente um serviço de saúde, relatando seus sintomas e a realização da viagem, caso esta tenha ocorrido nos últimos dez dias. Os profissionais de saúde estão sendo orientados a relatar todos os casos suspeitos e as devidas medidas de atendimento serão então desencadeadas. Somente o médico deverá prescrever medicações e orientar o tratamento adequado.”

Medidas de prevenção a quem se destina às áreas afetadas

  • Usar máscaras cirúrgicas descartáveis durante toda a permanência nas áreas afetadas. Substituir sempre que necessário
  • Ao tossir ou espirrar, cobrir o nariz e a boca com um lenço, preferencialmente descartável
  • Evitar locais com aglomeração de pessoas
  • Evitar o contato direto com pessoas doentes
  • Não compartilhar alimentos, copos, toalhas e objetos de uso pessoal
  • Evitar tocar olhos, nariz ou boca
  • Lavar as mãos frequentemente com sabão e água, especialmente depois de tossir ou espirrar
  • Em caso de adoecimento, procurar assistência médica e informar história de contato com doentes e roteiro de viagens recentes a esses países
  • Não usar medicamentos sem orientação médica

 

Fontes:

http://www.fleury.com.br/Clientes/SaudeDia/Artigos/Pages/gripe_suina.aspx?gclid=CKqt0qjSopoCFRBhnAodGmIR9Q

http://www.gripe.org.br/?gclid=COX8o-HSopoCFRBhnAodGmIR9Q



“Mais um texto da série sobre os sonhos.”

Ciência:
Biologia/Química

Nível: intermediário

A Indução Mnemônica de Sonhos Lúcidos (IMSL, ou MILD, em inglês) é uma das técnicas propostas por LaBerge.
Quando despertar de um sonho, tente ao máximo recordá-lo em todos os detalhes. Quando
voltar a dormir, diga a você mesmo insistentemente que é preciso recordar o que
vai sonhar em seu próximo sonho. O próximo passo é se imaginar de volta ao sonho
que acaba de ter e procurar por um sinal de que se trata de um sonho, e não da realidade,
como por exemplo o fato de que você tem asas e está voando (LaBerge chama esses
indicadores de sinais oníricos). Quando isso acontecer, lembre a você mesmo que
está sonhando e continue a visualização. Repita o processo até cair no sono.

Outro método que pode ajudar envolve cochilos. Você acorda mais cedo que de hábito,
se mantém desperto por cerca de meia hora e então volta a dormir. Alguma coisa nessa
interrupção do sono parece tornar mais permeável a fronteira entre o sono e o despertar.

O teste de realidade, ou lembrar a você mesmo ao longo do dia de que você está consciente,
é outra abordagem. O método também apresenta conexões com o conceito budista de
consciência. Esse repetido reconhecimento do estado em que a pessoa se encontra
supostamente a ajuda a explorar o extremo oposto – quanto mais a pessoa percebe
o que é a consciência, e quando ela está consciente, maior a probabilidade de que
reconheça um estado onírico. Afinal, como a pessoa pode saber que está consciente?
As ações que ela pratica suscitam reações lógicas – a pessoa aciona um interruptor
de luz e a luz acende. Quando ela o desativa, as luzes se apagam. Nos sonhos, as
ações não tendem a seguir um padrão lógico

No que tange a aparelhos, o mais notável talvez seja o NovaDreamer, outra inovação
do Lucidity Institute que parece uma mistura de máscara para dormir e óculos. O
aparelho supostamente ajuda no sonho lúcido ao informar à pessoa que ela se encontra
em estado de sono REM. Sensores acompanham os movimentos dos olhos e acionam uma
luz que brilha nos olhos da pessoa. Quando a pessoa vê a luz, em seu sonho, sabe
que está sonhando. LaBerge também testou o uso de galatamine, medicamento ocasionalmente
usado para tratar o Mal de Alzheimer que em tese reforça a capacidade de raciocinar
e recordar.

 

Fontes:

http://saude.hsw.uol.com.br/sonho-lucido3.htm
Texto retirado na íntegra.

Os sonhos



“Continuando a explicação sobre o sono, vejamos como funcionam os sonhos.”

Ciência:
Biologia/Química

Nível: intermediário

Os sonhos são uma parte bastante intrigante do nosso processo de repouso, combinando
efeitos visuais, sons e emoções em uma linha que mais se parece com uma história.
O propósito do sonho ainda é um mistério para a Ciência, mas as teorias dividem-se
em duas categorias:

– Sonhos são apenas estímulos fisiológicos;
– Sonhos são psicologicamente necessários.

O sono

Nós vimos anteriormente como funciona o nosso sono, com seus ciclos e as frequências
diversas que acontecem em nosso cérebro. Se ainda não leu esse texto, leia aqui.

Sono

Os sonhos e o REM (Rapid eye movement)

Acredita-se que uma pessoa que não tenha os REM’s não sonha, graças aos estudos
de William Dement nos anos 60. As pessoas que fizeram parte de seu experimento,
sendo acordadas todas as vezes que entravam em uma fase de REM, demonstraram ansiedade,
irritação, dificuldade de concentração e, em alguns casos, aumento do apetite.

As idéias mais recentes da ciência dizem que o REM está associado ao aprendizado,
principalmente de habilidades físicas. A base da teoria é que as crianças passam
por muito mais tempo de REM e é nessa fase que seu aprendizado atinge o ponto mais
alto.

Por que esquecemos os sonhos? Cinco minutos depois do final do sonho já esquecemos
50% dele, e em 10 minutos esquecemos 90%. A taxa é extremamente alta,
considerando que não esquecemos as coisas assim em nosso dia-a-dia. Uma série de
teorias tentam explicar o fenômeno:

Freud teorizou que os sonhos possuem nossos pensamentos reprimidos e por isso não
desejamos lembrar deles. Outra corrente diz que o ser humano é, por natureza, um
ser que “pensa para frente”, e é quase impossível lembrar algo quando acabamos de
acordar.

L. Strumpell era um pesquisador sobre os sonhos da mesma época de Freud. Ele dizia
que muitas coisas são rapidamente esquecidas quando acabamos de acordar, como sensações
físicas. A base de sua teoria é que nós aprendemos e lembramos por associação e
repetição, e como os sonhos são únicos e bastante vagos, são extremamente difíceis
de se lembrar.

Curiosidades

  • A maioria dos sonhos dura de 5 a 20 minutos;
  • As pessoas não sonhos apenas em preto e branco, como acreditavam no passado;
  • Em toda nossa vida, passamos aproximadamente 6 anos sonhando. Todo mundo sonha várias
    vezes durante o sono, mesmo que não se lembre disso depois;
  • Pessoas que nasceram cegas têm sonhos baseados em seus outros sentidos;
  • Quando uma pessoa está roncando ela não está sonhando.

Como melhorar nossa memória em relação aos sonhos?

Diário. Sabe aquele caderno cheio de anotações que algumas pessoas fazem sobre seu
dia-a-dia? Hora de fazer um para você, à respeito de seus sonhos.

  • Quando for para a cama, diga a si mesmo que irá lembrar o sonho;
  • Coloque o despertador para tocar a cada 1 hora e meia, provavelmente a hora em que
    estára tendo um REM;
  • Mantenha papel e caneta ao lado da cama, para anotar tudo enquanto ainda se lembrar;
  • Tente acordar devagar, para se manter no clima do sonho.

Para finalizar, os sonhos lúcidos

Existem pesquisas pesadas na área de sonhos lúcidos. Já aconteceu com vocês de perceberem,
no meio do sonho, que estão sonhando? Conseguiram controlar o sonho a partir deste
momento? Isto é o que se chama de sonho lúcido! Apesar de ser algo legal de saber
fazer, é algo extremamente difícil e requer muito treino.

Somente após 1959 que as pesquisar puderam acontecer, quando criaram uma técnica
efetiva para induzir os sonhos lúcidos. Em 1989, Paul Tholey escreveu sobre a técnica
relexiva, que involvia se perguntar, diversas vezes por dia, se estávamos sonhando
ou acordados, notando os sinais típicos de um sonho ao redor.

Stephen LaBerge e Lynne Levitan, entre outros, criaram uma técnica bastante semelhante
à de Tholey, baseada em testar a realidade, e conhecida como MILD (indução mnemônica
de sonhos lúcidos – Mnemonic Induction of Lucid Dreams). Utilizando essa
técnica, Dr. LaBerge é capaz de ter sonhos lúcidos conforme sua vontade.
Vamos deixar o assunto do Mild para um novo post, podendo assim aprofundarmos mais
no assunto.

 

Fontes:

http://health.howstuffworks.com/dream.htm

O sono



“Desvendando os segredos do sono.”

Ciência:
Biologia/Química

Nível: intermediário


Estive conversando com o Salomão e ele me fez duas perguntas interessantes. A primeira
é o porquê de nos sentirmos mais cansados quando dormimos muito, ou, parafraseando-o,
“quanto mais eu durmo mais eu fico cansado”. A segunda, seguindo a mesma linha de
raciocínio, era como calcular quanto tempo de sono nosso corpo necessita para nos
sentirmos bem no dia seguinte, e esta se provou a mais difícil de responder, porque
a resposta é “depende“, mas veremos isso com mais calma em breve.

O sono


Antes de discorremos sobre os efeitos do sono no nosso dia-a-dia, devemos começar
explicando o que é o sono e como ele funciona.

O sono e os sonhos são alguns dos mistérios da vida. O primeiro é fácil de entender,
o corpo precisa repôr as energias gastas e se preparar para o dia seguinte, mas
ainda assim é estranho pensar que animais selvagens tenham necessidade de se “desligarem”
por horas, uma vez que isso pode significar o fim de suas vidas. Já o segundo é
um mistério à parte, digno de um post específico só para ele.

Existem algumas características interessantes sobre o nosso sono:

  • Se possível, uma pessoa deita para dormir;
  • Os olhos ficam fechados;
  • A pessoa não escuta nada, a não ser que o som seja alto;
  • Nossa respiração se torna lenta e ritimada;
  • Os músculos ficam completamente relaxados (por isso caímos se dormimos sentados
    ou de pé);
  • Durante o sono, movemos nosso corpo em uma média de 1 ou duas vezes por hora. É
    um meio do corpo garantir que nenhuma parte ficará com problemas de circulação por
    muito tempo;
  • O coração bate devagar e o cérebro muda seu comportamento e de suas ondas.

Rapid eye movement (REM)


Quanto mais lento o padrão das ondas do cérebro, mais profundo é o sono. Uma pessoa
acordada e relaxada gera ondas alpha, enquanto uma pessoa alerta gera ondas beta,
que é duas vezes mais rápida. Durante o sono, existem os padrões de onda theta e
delta, o primeiro de 3.5 a 7 ciclos por segundo, e o último com menos de 3.5 ciclos.
Uma pessoa em ciclos delta é mais difícil de acordar.

Em vários pontos durante o sono temos o famoso REM, ou Rapid eye movement,
momento em que nossos olhos começam a se mover rapidamente e, em algumas pessoas,
o corpo ou alguns membros mostram alguns movimentos involuntários. O interessante
é que nesses intervalos de REM as ondas cerebrais aumentam como se fossem ondas
de quando estamos acordados, e é nesses momentos que temos os sonhos. Tanto
os REM como os demais períodos são importantes para o sono e devem ser balanceados.

Por que o sono é importante?


  • O sono dá uma chance ao corpo de reparar os músculos e tecidos, substituindo células
    mortas por exemplo;
  • O sono dá ao cérebro a chance de organizar e arquivar memórias. Estudos apontam
    que os sonhos são parte deste processo;
  • Dormir diminui nosso consumo de energia, evitando que tenhamos que fazer 4 ou 5
    refeições diárias;

Como uma breve introdução ao assunto dos sonhos, ressaltamos que é o momento em
que o cérebro apresenta uma atividade elétrica aleatória. Isso significa
que a parte frontal do cérebro tenta desesperadamente entender o que os sinais enviados
sem qualquer padrão, formando então os sonhos. Isto não significa que eles não possuem
significados, pois o que sonhamos é o meio em que nosso cérebro analisa as coisas
é pode nos contar coisas sobre nós mesmos.

Por que quando mais eu durmo mais eu tenho sono?


Agora que tratamos dos fundamentos do sono, vamos às duas perguntas que geraram
este post, lembrando que as respostas não são verdades universais e que existem
estudos contínuos à esse respeito em diversos laboratórios.

O fato é que é possível termos sono demais. Manter o corpo no estado de sonolência
por muitas horas além do necessário engana nosso corpo e o faz quere continuar nesse
estado, nos tornando sonolentos ao invés de alertas. Problemas durante a noite (mais
comum nos dias de hoje do que imaginamos) podem atrapalhar o tempo em que dormimos,
e quando pensamos que dormimos o tempo necessário não tivemos na verdade o tempo
necessário para os reparos que deveriam ter sido feitos naquele período. Ronco,
a qualidade do ar que respiramos, o ambiente ao redor, o barulho, o nível de agitação
da pessoa antes de dormir, cafeína, álcool e muitas outras coisas podem afetar nosso
sono.

As dicas para uma boa noite de sono:

  • Faça exercícios regularmente, isso cansa e relaxa nosso corpo;
  • Não consuma cafeína após as 4 hora da tarde, ou qualquer outro estimulante. (para
    saber mais sobre os efeitos da cafeína, veja
    aqui
    );
  • Evite o álcool antes de dormir, ele atrapalha o padrão normal do cérebro durante
    o sono;
  • Mantenha um padrão regular de hora de dormir e de acordar, mesmo nos finais de semana.

E como eu sei quantas horas de sono eu preciso para me sentir bem?


Por mais que gostaríamos que a resposta fosse uma fórmula matemática, as coisas
não são tão simples. Cada pessoa possui seu ritmo, sua resistência e suas deficiências
próprias, o cálculo correto é, no final das contas, experimental. O melhor meio
de saber como seu corpo reage é fazer experimentos, testar diferentes horários e
ver como seu corpo e seu humor se comportam no dia seguinte.

Existem as pesquisas gerais que podem nos ajudar. A maioria dos adultos precisam
de 7 a 9 horas de sono por noite, mas isso é uma média e é, portanto, subjetiva.
A quantidade de sono necessária diminui conforme ficamos mais velhos: um recém nascido
precisa de cerca de 20 hora de sono por dia, mas aos 10 anos o tempo já caiu para
10 horas. Infelizmente, a resposta para essa pergunta é mesmo depende, cada
pessoa possui seu ritmo.

 

Fontes:

http://health.howstuffworks.com/sleep.htm

http://answers.yahoo.com/question/index?qid=20090226095642AAK2T8l


http://br.answers.yahoo.com/question/index?qid=20060906043818AAlT2wx



“O clima está esquentando”

Ciência:
Biologia

Nível: básico


Você sabe o que é uma estufa? É uma caixa ou casinha de vidro usada por jardineiros
e botânicos, onde se criam plantas que precisam de bastante calor para crescer.
O vidro permite que o sol aqueça o ar dentro da estufa, que, por ser fechada, mantém
esse calor. Mas, e se o planeta inteiro ficasse preso dentro de uma estufa?

Na verdade, isso já acontece. O efeito estufa é um fenômeno natural, regulador da
entrada e saída de radiação solar e portanto, das temperaturas do planeta. O problema
é o tão falado aquecimento global, provocado pelo aumento exagerado do efeito estufa.
Funciona assim: a fumaça produzida pelos carros e pelas indústrias contém diversos
gases, entre eles o dióxido de carbono, e alguns desses gases ajudam a formar uma
‘capa’ na atmosfera que diminui a capacidade que o planeta tem de se ‘refrescar’
naturalmente, mantendo o clima propício para todos os animais, plantas e para nós,
humanos, vivermos em harmonia com o ambiente.

O resultado não é só um calorzinho: o desequilíbrio do clima provoca o aumento de
tempestades, seca em algumas regiões e enchentes em outras. As geleiras dos polos
da Terra começam a derreter, e provocam uma elevação do nível dos oceanos. Cientistas
preveem até que cidades inteiras podem ser engolidas pelas águas, e muitas espécies
de plantas e animais se extinguirão. A vida de todos deve ficar mais difícil.

Nessa história triste, os vilões que põem a Terra em perigo somos nós mesmos, a
espécie humana. Praticamente todos os cientistas concordam que o principal culpado
do aquecimento global são os gases de efeito estufa produzidos pela queima de carvão,
gás natural e derivados de petróleo, como a gasolina – os chamados combustíveis
fósseis. É essa queima que gera a maior parte da energia que move a sociedade moderna.
Por isso, os cientistas têm alertado as autoridades que é preciso utilizar fontes
alternativas de energia, mais limpas e mais seguras para o ambiente.

Governantes de diferentes países elaboraram recentemente um tratado que compromete
os países a reduzir a quantidade de gases de efeito estufa despejada todos os dias
na atmosfera. Esse acordo ficou conhecido como Protocolo de Kyoto, nome da cidade
japonesa onde aconteceram as reuniões. Mas ainda é preciso que ele realmente seja
posto em prática. Além disso, os Estados Unidos, um dos países mais poluidores,
não assinaram o acordo, temendo prejudicar o seu desenvolvimento econômico.

No Brasil, uma das preocupações é reduzir o desmatamento, porque as florestas ajudam
a retirar dióxido de carbono do ar e a equilibrar o clima. E como cada um de nós
pode colaborar para evitar as mudanças climáticas provocadas pelo aquecimento global?
A preocupação com o ambiente está ligada a hábitos simples, como produzir menos
lixo, usar menos o carro (que tal um passeio de bicicleta?) e reciclar materiais,
porque tudo consome energia de alguma maneira para ser fabricado. Evitar o desperdício
de água doce também é importante, pois ela tende a ficar mais escassa com a mudança
do clima. O futuro depende de novas atitudes de todos.

Texto de Elisa Batalha, retirado na íntegra do site indicado nas fontes abaixo.

Fontes:


http://www.invivo.fiocruz.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=925&sid=9



“As ondas do cérebro comandam o corpo – por Roberto Lent”

Ciência:Física/Biologia
Nível:avançado

Estudo usa realidade virtual para
testar interface cérebro-mente em paciente tetraplégico

Um dos grandes desenvolvimentos possíveis das neurotecnologias é a criação de interfaces
entre o cérebro e a mente. Na teoria, isso quer dizer que, se conseguirmos registrar
em um computador alguma representação da atividade neuronal relacionada a uma função
específica, teoricamente seria possível utilizar essa representação para realizar
a mesma função sob comando do computador. Essa possibilidade abre alternativas terapêuticas
enormes para o tratamento de pacientes com deficiências neurológicas, principalmente
aqueles que não podem se comunicar ou se locomover.

Imagem inspirada no filme O escafandro e a borboleta,
que conta a história do jornalista que ficou completamente paralisado em decorrência
de um acidente vascular encefálico, embora tenha mantido a lucidez.

Recentemente, os cinemas apresentaram o filme O escafandro e a borboleta,
inspirado no livro homônimo do jornalista francês Jean-Dominique Bauby, que
já mencionei
nesta coluna. O jornalista sofreu um acidente vascular
encefálico (um “derrame”, como é popularmente conhecido) que desconectou as regiões
mais baixas do seu cérebro daquelas regiões superiores que realizam o controle dos
movimentos.

Ele ficou, então, completamente paralisado de uma hora para a outra, portador do
que os médicos chamam de síndrome de encarceramento: incapaz de mover um
músculo, comunicação interpessoal zero, embora se mantivesse absolutamente lúcido.
Com muita tenacidade e sofrimento, comunicava-se por meio de piscadelas de um dos
olhos – o único movimento que havia subsistido – com uma enfermeira a quem “ditou”,
letra a letra, o seu livro, depois transformado em filme.

Bauby e os pacientes tetraplégicos em geral seriam candidatos a utilizar as neuropróteses
baseadas em interfaces cérebro-mente, se elas estivessem já ao alcance de uso. Assim,
utilizariam seu próprio pensamento, intacto, para comunicar-se e para mover-se.

As interfaces cérebro-mente

O problema é que o registro da atividade neuronal nem sempre é simples. Uma primeira
possibilidade – a mais invasiva – consiste em abrir o crânio do paciente por meio
de uma neurocirurgia e implantar chips com microeletrodos em regiões estratégicas
do cérebro para captar a atividade neuronal de centenas ou milhares de células nervosas,
durante o desempenho de alguma função.

Tal estratégia tem sido explorada em macacos com crescente sucesso, e mostra-se
capaz de comandar braços robóticos que realizam movimentos até bastante sofisticados,
como os atos de pegar um pedaço de
alimento e levá-lo à boca.
Os pesquisadores, nesse caso, compilam a
atividade de centenas de neurônios envolvidos com os comandos para contrair com
a combinação certa, a força adequada e a direção correta, as engrenagens do braço
robótico como se fossem os músculos do braço real (paralisado ou ausente).

Essa alternativa é complicada e arriscada para uso em humanos, porque seria preciso
realizar uma neurocirurgia para o implante dos microeletrodos. Nem sempre isso é
possível, e haveria muitas complicações que poderiam advir da tentativa.

Outra possibilidade seria utilizar as ondas do eletroencefalograma (EEG), que pode
ser captado através do crânio, sem expor fisicamente o cérebro. O EEG é uma medida
da atividade neuronal do cérebro, descoberto nos anos 1930 por um médico alemão
chamado Hans Berger (1873-1941), que não sabia do que se tratava exatamente, na
época. A técnica apresenta ondas de ritmos diversos, alguns mais rápidos, outros
mais lentos, que podem ser relacionadas a determinadas funções ou estados cerebrais.

As ondas do EEG durante o sono com sonhos, por exemplo, são diferentes daquelas
produzidas durante o sono sem sonhos: isso significa que o EEG acusa quando estamos
sonhando. Da mesma forma, a técnica acusa quando realizamos um movimento, pois o
traçado suave e relativamente lento se transforma em um ritmo agitado relacionado
às contrações musculares. Se o registro for feito bem no topo do crânio, captaremos
especificamente a atividade da região do córtex cerebral que move o pé de uma pessoa.

O paciente tetraplégico visualizava uma rua virtual com lojas
em ambos os lados e pessoas (avatares) que se deslocavam naturalmente. Reproduzido
de Leeb e colaboradores (2008).

Esse indivíduo poderia ser um paciente tetraplégico, solicitado a imaginar os movimentos
de seus pés paralisados. Nesse caso, a atividade cerebral captada pelo EEG (bastaria
para isso uma touca com eletrodos de registro) refletiria os comandos cerebrais
necessários para mover os pés. Levada a um computador para digitalização, quem sabe
fosse possível conduzir a cadeira de rodas do paciente sem a necessidade de uma
terceira pessoa, utilizando apenas o pensamento do paciente.

Ambiente de realidade virtual

Essa alternativa foi utilizada por um grupo de pesquisadores austríacos e alemães
chefiados por Gert Pfurtscheller e Gernot Müller-Putz, do Laboratório de Interfaces
Cérebro-Mente da Universidade Tecnológica de Graz, na Áustria. Essa equipe estudou
o desempenho de um rapaz tetraplégico de 38 anos, portador de uma lesão medular
completa na altura do pescoço e incapaz de mover-se sem uma cadeira de rodas.

Após um período de treinamento intensivo, o rapaz aprendia imaginar movimentos de
seus pés dentro de um ambiente virtual (uma rua fictícia) em que havia lojas, bares
à beira das duas calçadas e pessoas (avatares, como se usa no jargão da
realidade virtual). Ele aprendia a imaginar-se andando até o final da rua. Ao se
aproximar de um dos avatares, devia parar de pensar nos movimentos dos pés para
comunicar-se com eles, que lhe dirigiam a palavra dizendo “Oi” ou “Meu nome é Maggie”.
E continuar o caminho imaginário até o fim da rua virtual.

O treinamento possibilitava que ele imaginasse seus movimentos a partir de seus
pés, e essa ação mental imaginativa ativava justamente a região do cérebro no topo
do crânio, onde se encontram os neurônios que comandam os pés. Essa ativação mental
específica aparecia no traçado do EEG, devidamente filtrado e processado de modo
apropriado.

Na situação virtual, portanto, bastava pensar no movimento dos pés e o computador
movia o cenário como se o rapaz estivesse se deslocando na cadeira de rodas. Uma
esfera de comunicação invisível em torno de cada avatar, representada na figura,
devia fazê-lo parar de pensar no movimento, o que interrompia automaticamente o
deslocamento da cadeira de rodas.

O ambiente virtual de uma rua fictícia era utilizado para o movimento
do paciente na cadeira de rodas (representado pela linha tracejada). Os avatares
tinham em torno de si uma esfera invisível que detectava a proximidade do paciente
(representada por linhas pontilhadas). Tudo funcionou virtualmente, mas o objetivo
é trazer o experimento para uma situação real. Reproduzido de Leeb e colaboradores
(2007).

Os resultados são preliminares porque envolveram somente uma situação virtual muito
simples e apenas um paciente. No entanto, foram interessantes porque mostraram a
possibilidade de utilizar como interface entre o cérebro e a mente um simples registro
eletroencefalográfico que pode ser obtido por meio de uma touca com múltiplos eletrodos.

Os pesquisadores austríacos se preparam para aumentar a complexidade da situação
virtual, mudando a direção do movimento imaginário do paciente, criando obstáculos
inesperados (uma bola arremessada por crianças, por exemplo) e utilizando não apenas
uma rua, mas várias vias de uma cidade virtual.

Além disso, o objetivo será transferir a situação virtual para um ambiente real
e experimentar o sistema em vários pacientes. Também será preciso levar em conta
algumas das observações do paciente. Por exemplo, ele se queixou de que, para parar
a cadeira de rodas, era preciso deixar de imaginar o movimento dos pés, algo difícil
de evitar se um simples pensamento divagante surgisse na mente a qualquer momento.

O avanço das neurotecnologias é espantoso e levanta expectativas enormes para todos
os que precisam de ajuda no desempenho das funções corporais controladas pelo cérebro
e das funções mentais propriamente ditas. Parece até que o futuro chegou…

SUGESTÕES PARA LEITURA

D. Leeb e colaboradores (2007) Self-paced (asynchronous) BCI control of a wheelchair
in virtual environments: A case study with a tetraplegic. Computational Intelligence
and Neuroscience
2007: 79642.

C. Enzinger e colaboradores (2008) Brain motor system function in a patient with
complete spinal cord injury following extensive brain-computer interface training.
Experimental Brain Research 190:215-223.

Roberto Lent
Professor de Neurociência Instituto de Ciências Biomédicas
Universidade
Federal do Rio de Janeiro

Fontes:

http://cienciahoje.uol.com.br/131753