Roupas feitas com líquidos podem ser algo difícil de imaginar e mais reais do que imaginamos.

Ciência:
Física
Nível: Intermediário

Sempre, desde os tempos idos, combates foram parte do dia-a-dia dos seres humanos. Busca-se cada vez mais novas maneiras de diminuir os danos causados pelos golpes do adversário e aumentar a proteção dos aliados, e as vestimentas (ou armaduras) não são diferentes em suas essências do que eram antigamente.

Os trajes feitos de metal são mais resistentes, mas também mais pesados e rígidos o suficiente para atrapalhar os movimentos. Com o passar dos anos, novos materiais foram substituindo os metais, trocando as juntas por roupas leves e flexíveis. Contudo, as armas também evoluem e o ciclo continua indefinidamente.

O que trouxe a flexibilidade nos trajes atuais foi a utilização de líquidos junto com os tecidos. Eles ajudam a dividir a pressão do ataque em todo o tecido, minimizando o impacto. Vejam um esquema de como funciona (clique no botão verde, “fire”):

http://static.howstuffworks.com/flash/liquid-body-armor-8.swf
retirado do site “How Stuff Works”

Hoje temos o Kevlar como proteção mais avançada e eficiente. Para que ele tenha uma proteção maior, porém, são necessárias várias camadas de kevlar, diminuindo a mobilidade e o peso da vestimenta. Existem pesquisas que envolvem a utilização de dois tipos de líquidos que podem melhar as deficiências citadas acima.

Quando ouvimos o termo “armadura líquida” logo imaginamos que, entre as camadas de tecido, existe uma camada líquida móvel que os separa. Na verdade, o Kevlar é apenas banhado no líquido e isso lhe dá as propriedades necessárias.

Os líquidos utilizados chamam-se “fluido de espessamento” e “líquido magnetereológico”. A grosso modo, o primeiro se mantém em um estado líquido até que algo o atinja, tornando-se sólido rapidamente e absorvendo o impacto, retornando então ao seu estado original. Imagine uma tigela com esse líquido, onde é possível misturá-lo e mover uma colher como se ele fosse mesmo um líquido comum, mas quando atingido pela colher ele “gruda”, mostrando características sólidas.

O segundo é bastante interessante. Rico em ferro, quando estimulado por um campo magnético ele se enrijece porque as partículas alinham-se. O processo de endurecimento permanece por cerca de 20 segundos, mas varia bastante dependendo dos materiais utilizados. Com um circuito interno devidamente preparado, a armadura pode permanecer leve e flexível e, quando acionado por um botão, rígida o suficiente para proteger de impactos.

Veja um quadro comparativo:


Fontes:

http://science.howstuffworks.com/liquid-body-armor.htm
http://ciencia.hsw.uol.com.br/armadura-liquida3.htm